Declaro amor por humanos
Sem determinar quais amo mais
Sem excluir fulana ou ciclano
Em proteção, em necessidade
Prioridades à minha família
Mas o amor que aqui transborda
É uma só arca que transporta à todos
Declaro amor por humanos
Os que não acreditam
Os que me causaram, ou tentaram, sérios danos
Até mesmo os covardes, os prepotentes, amo
Ciganos, viciados, individualistas, arrogantes
Declaro amor por todos
Mesmo confiando em poucos
Mesmo vendo a maldade, amo
O amor que sinto não tem motivo
Independe das vidas que andam levando
Não tem a ver com o que estão ganhando
Não preciso saber o que estão sentindo ou pensando
Não me interessa como julgam meus costumes
Menos ainda o que falam ao citar meu nome
Eu declaro amor por seres humanos
Os que erram sabendo e continuam errando
Os mais fracos, os mais egoístas
Estrangeiros, crentes
Revolucionários, carentes
Não me interessa quais são seus objetivos
Sentir ódio, eu também sinto
Mas deixar de amá-los, não consigo.
Dona
É que a dona
É dona de uma boca
De desconcentrar
De me fazer querer saber
O sabor e a cor das partes
Quais não posso ver
O jeito que ela tem de se mexer
Dá vontade de saber
Das coisas que ela gosta
E como vai se comportar
Segundos antes e durante
Os instantes em que gozar.
É dona de uma boca
De desconcentrar
De me fazer querer saber
O sabor e a cor das partes
Quais não posso ver
O jeito que ela tem de se mexer
Dá vontade de saber
Das coisas que ela gosta
E como vai se comportar
Segundos antes e durante
Os instantes em que gozar.
Avança
Em outros tempos
Eu, desatento
Perdi você
Embora agora
Eu tenha tanto
Pra te dizer
Meu peito
Cala a garganta
Mas meu pulso
Avança
Em te escrever
Lembranças
Por vezes
Trazem impulsos
Em direção
Aos múltiplos modos
De inspiração
Feitos todos
De você
Planos
Gerenciados
Por imaginação
Trazem também
Inspiração
Influenciada
Por saudade
Da realidade
Que a minha mente
Não deixou existir
Outros gêneros
Imaginários
Aliados a partes
De outras lembranças
Geram desejos
E os mesmos, então
Trazem formas completas
De inspirar-me
Na tua boca
Nas tuas pernas
Nuca, peitos
Cabelos, temperaturas
Todas as partes
Dos beijos
Das cores
Sons, odores
Que formam você
Em outros tempos
Eu, desatento
Tantas vezes
Perdi tanto tempo
Perdi tanta coisa
Perdi você
Mas por sorte
O que move
A parte que faz
Com que o poeta acorde
Pelo jeito
Nunca vou perder.
Eu, desatento
Perdi você
Embora agora
Eu tenha tanto
Pra te dizer
Meu peito
Cala a garganta
Mas meu pulso
Avança
Em te escrever
Lembranças
Por vezes
Trazem impulsos
Em direção
Aos múltiplos modos
De inspiração
Feitos todos
De você
Planos
Gerenciados
Por imaginação
Trazem também
Inspiração
Influenciada
Por saudade
Da realidade
Que a minha mente
Não deixou existir
Outros gêneros
Imaginários
Aliados a partes
De outras lembranças
Geram desejos
E os mesmos, então
Trazem formas completas
De inspirar-me
Na tua boca
Nas tuas pernas
Nuca, peitos
Cabelos, temperaturas
Todas as partes
Dos beijos
Das cores
Sons, odores
Que formam você
Em outros tempos
Eu, desatento
Tantas vezes
Perdi tanto tempo
Perdi tanta coisa
Perdi você
Mas por sorte
O que move
A parte que faz
Com que o poeta acorde
Pelo jeito
Nunca vou perder.
sonâmbulos
pulsos
sangrando frases
sem cortes
frases
cortando pulsos
sem sangue
sonhos sem dono
sonhadores sem sono
sonâmbulos
guardando segredos
seguindo planos
guardas
sussurrando medo
garantindo sono
sangue sem temperatura
surra sem danos
chuvas
secando flores
incendiando amores
em preto e branco
sangrando frases
sem cortes
frases
cortando pulsos
sem sangue
sonhos sem dono
sonhadores sem sono
sonâmbulos
guardando segredos
seguindo planos
guardas
sussurrando medo
garantindo sono
sangue sem temperatura
surra sem danos
chuvas
secando flores
incendiando amores
em preto e branco
Habitante
Moça, vou te contar
Tentativas exaustivas
A fim de entender o motivo
Ou saber de onde veio isso
Não teriam quaisquer serventia
É inalcançável, invisível
Não está em livros ou dicionários
É quase como agonia
Seria detestável
Caso não fosse irresistível
Em um passo de instante
Passa a ser você
Habitante do meu tempo
A visitar meus pensamentos
Sem qualquer anúncio
Vou te contar, mas em segredo
Impulsos geram relatos
Que embora eu quisesse esconder
Gritam nos meus versos
Afins de te dizer que já é incalculável
O tanto de vezes, que sem querer
Querer você é inevitável.
Tentativas exaustivas
A fim de entender o motivo
Ou saber de onde veio isso
Não teriam quaisquer serventia
É inalcançável, invisível
Não está em livros ou dicionários
É quase como agonia
Seria detestável
Caso não fosse irresistível
Em um passo de instante
Passa a ser você
Habitante do meu tempo
A visitar meus pensamentos
Sem qualquer anúncio
Vou te contar, mas em segredo
Impulsos geram relatos
Que embora eu quisesse esconder
Gritam nos meus versos
Afins de te dizer que já é incalculável
O tanto de vezes, que sem querer
Querer você é inevitável.
Chegadas as horas
Quando o tempo acabar
E eu não puder esperar mais
Com essa calma e conforto
Quando um cego vier avisar
Que não sei mais ver diferença
Entre viver e não estar morto
Quando voltar a enxergar
E antes que eu possa evitar
Um sopro fechar todas as portas
Quando não souber dizer
O que quero dizer com isso tudo
Que não suporto ficar sem escrever
Meus olhos vão esquecer
O que me faz buscar felicidade
E sentirei muitas saudades
De poder viver as partes
Quais vou morrer sem conhecer.
E eu não puder esperar mais
Com essa calma e conforto
Quando um cego vier avisar
Que não sei mais ver diferença
Entre viver e não estar morto
Quando voltar a enxergar
E antes que eu possa evitar
Um sopro fechar todas as portas
Quando não souber dizer
O que quero dizer com isso tudo
Que não suporto ficar sem escrever
Meus olhos vão esquecer
O que me faz buscar felicidade
E sentirei muitas saudades
De poder viver as partes
Quais vou morrer sem conhecer.
17 de Abril
Se você não existisse
Tudo seria monte de nada
Se você não existisse
Eu inventaria uma de ti
Se você não existisse
Se você não estivesse aqui
Amor seria tolice
Poesia seria chatice
E meu coração, uma pedra gelada.
A cidade sorri
Minha vontade de escrever
Aparece em um instante
Sob incentivo de um coletivo
De sensações sem nome
Em doses exageradas
Sob efeito desse impulso
Passo a ser punho
Caneta e papel
Embriagado nos encantos
De uma moça
A qual conheço tanto
Quanto conheço os sonhos
Que nunca tive
E aqui estou, sonhando
Sem sono...
Assisto a moça caminhar
Fazendo a cidade sorrir
E a cada passo que dá
Dela transbordam versos
Toda a cidade vem assistir
A moça que por onde passa
Fabrica um recital a lhe seguir.
Aparece em um instante
Sob incentivo de um coletivo
De sensações sem nome
Em doses exageradas
Sob efeito desse impulso
Passo a ser punho
Caneta e papel
Embriagado nos encantos
De uma moça
A qual conheço tanto
Quanto conheço os sonhos
Que nunca tive
E aqui estou, sonhando
Sem sono...
Assisto a moça caminhar
Fazendo a cidade sorrir
E a cada passo que dá
Dela transbordam versos
Toda a cidade vem assistir
A moça que por onde passa
Fabrica um recital a lhe seguir.
Inseparáveis
Ao meu ver...
Quer saber?
Na busca incansável por melhorias
Quem desiste sequer fica triste
Porque a perda nesse caso, não existe
Na conquista por sabores incomparáveis
E orgasmos que não podem ser descritos
Lágrimas e sorrisos são inseparáveis
Não há como evitar mudanças
Não há como eliminar os riscos
A cada suspiro, um novo infinito é escrito.
Quer saber?
Na busca incansável por melhorias
Quem desiste sequer fica triste
Porque a perda nesse caso, não existe
Na conquista por sabores incomparáveis
E orgasmos que não podem ser descritos
Lágrimas e sorrisos são inseparáveis
Não há como evitar mudanças
Não há como eliminar os riscos
A cada suspiro, um novo infinito é escrito.
Espelhos
Por aqui,
vejo quadros se mexerem
sem saberem
que a mente
distorce espelhos,
que a paranóia
é especialista em dar conselhos.
Mulheres de beleza completa,
na certa se acham em defeitos.
É mais fácil que assumir perfeição
pintada no seu jeito.
...
vejo quadros se mexerem
sem saberem
que a mente
distorce espelhos,
que a paranóia
é especialista em dar conselhos.
Mulheres de beleza completa,
na certa se acham em defeitos.
É mais fácil que assumir perfeição
pintada no seu jeito.
...
Jardim vivo
A grande árvore anuncia
O início do final da tarde
Avisando que desfazer-se de partes
As quais não consegue mais suportar
Faz parte de manter-se firme
As senhoras donas do lago
Dançam com tanto charme
Que olhar, passa a não bastar
A chegada da chuva
Mais parece um palpite
De que na casa das bromélias
Há um convite a nos abrigar
Aproximam-se mais convidados
Trazendo em seus sorrisos e olhares
A felicidade que não se pode comprar
E o amor pela vida se pronuncia
Sem lamentar o peso de seus fardos
O Céu logo atende o pedido
E em seguida, o início da noite
Anuncia a hora da despedida
O jardim da poesia viva
Silencia e escurece
Nos deixando a sós
E diante de nós
Adormece.
O início do final da tarde
Avisando que desfazer-se de partes
As quais não consegue mais suportar
Faz parte de manter-se firme
As senhoras donas do lago
Dançam com tanto charme
Que olhar, passa a não bastar
A chegada da chuva
Mais parece um palpite
De que na casa das bromélias
Há um convite a nos abrigar
Aproximam-se mais convidados
Trazendo em seus sorrisos e olhares
A felicidade que não se pode comprar
E o amor pela vida se pronuncia
Sem lamentar o peso de seus fardos
O Céu logo atende o pedido
E em seguida, o início da noite
Anuncia a hora da despedida
O jardim da poesia viva
Silencia e escurece
Nos deixando a sós
E diante de nós
Adormece.
É que tira a minha paz
É da parte
dos movimentos
que ela faz
que vem essa vontade
de não aguentar
assistir sem fazer parte.
dos movimentos
que ela faz
que vem essa vontade
de não aguentar
assistir sem fazer parte.
Sentimento expulso
O grupo de gente largada
Usando roupa larga
E que não larga a rua por nada
Projeta sob incentivo de instinto
Cada um na técnica que tem
No seu estilo individual
Sem pretensão de serem entendidos
Ou de arrancar elogios de sei lá quem
Estão a base de impulsos
Expulsando em pulsos
Tudo isso que sentem muito
Transformando os muros nas ruas
Em arte marginal pintada
Na qual cada artista que atua usa...
...amor, ódio e tinta enlatada.

Usando roupa larga
E que não larga a rua por nada
Projeta sob incentivo de instinto
Cada um na técnica que tem
No seu estilo individual
Sem pretensão de serem entendidos
Ou de arrancar elogios de sei lá quem
Estão a base de impulsos
Expulsando em pulsos
Tudo isso que sentem muito
Transformando os muros nas ruas
Em arte marginal pintada
Na qual cada artista que atua usa...
...amor, ódio e tinta enlatada.

( LIFE - ANG - MITO)
Fevereiro
O simples é tão mágico
Quanto tentam nos convencer
Que está tudo perdido
E o trágico é o comum
Nos servem com glamour
Um monte de valores invertidos
Mano... o amor
Não perde pra juiz nenhum
Não teme nenhum bandido.
Quanto tentam nos convencer
Que está tudo perdido
E o trágico é o comum
Nos servem com glamour
Um monte de valores invertidos
Mano... o amor
Não perde pra juiz nenhum
Não teme nenhum bandido.
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O jeito comportado com que se mexe,
mexe com meus excessos de curiosidade
direcionados aos excessos
que provavelmente comete
ao descomportar-se.
mexe com meus excessos de curiosidade
direcionados aos excessos
que provavelmente comete
ao descomportar-se.
Desfaz
Uma abusada
Eu diria
Inspiração não
Ela é a própria poesia,
Em seus gestos
Desatentos
E intencionados
Na sua grande maioria
Me afronta
E aponta a direção
De uma porta
Que bagunçaria
A minha vida.
Eu diria
Inspiração não
Ela é a própria poesia,
Em seus gestos
Desatentos
E intencionados
Na sua grande maioria
Me afronta
E aponta a direção
De uma porta
Que bagunçaria
A minha vida.
...
eu passava
te via
mas não te encontrava
eu imaginava
como seria
mas você não passava
eu te encontrava
e te perdia
no gaguejar das palavras
eu cogitava
quantas tantas diria
te via
mas não te encontrava
eu imaginava
como seria
mas você não passava
eu te encontrava
e te perdia
no gaguejar das palavras
eu cogitava
quantas tantas diria
Parque
Das copas das árvores
vi um monte de coisas,
vi moças
que quando muito
interessadas em rapazes
tornavam-se capazes de atividades
que causariam fobia na maldade..,
vi um monte de coisas,
vi moças
que quando muito
interessadas em rapazes
tornavam-se capazes de atividades
que causariam fobia na maldade..,
inventor
o sonhador
inventor
inventou de praticar
se especializar
na arte de fazer
ao escrever
o seu sorriso
se multiplicar
inventor
inventou de praticar
se especializar
na arte de fazer
ao escrever
o seu sorriso
se multiplicar
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